terça-feira, 6 de julho de 2010

amor desses bem épicos

Tenho uma grande queda, praticamente uma foz do Iguaçu, por histórias de amor com algo de heroico. V de Vingança, por exemplo, é um filme que mexeu muito comigo. Talvez em uma vida passada eu tenha sido amante de um heroi, de um revolucionário, de alguém importante, alguém que lutou pelos seus ideais e teve que me deixar por isso. Essa ideia me parece a de amor completo.

Você sabe que amor, amor mesmo, a gente simplesmente sabe que sente por alguém, e a gente sabe desde o primeiro momento em que vê a pessoa. Nunca passei por essa experiência. Digo que já fui apaixonada por muitos meninos, mas quando faço uma retrospectiva, vejo que amar, amar, mesmo, nunca amei. Gostei muito de alguns, dediquei todo o espaço dentro da minha cabeça e do meu coração a esses meninos, mas isso nunca valeu muito a pena. Exceto pelo aprendizado. Hoje eu vejo que não sou mais a mesma de antes, que se apaixonava por qualquer coisa que se movia. Veja você, eu estive uma semana na faculdade de biologia. E nessa uma semana, conheci algumas pessoas que me receberam muito bem lá. Uma delas era um cara chamado Fernando. Como eu já fui para a faculdade com a ideia de "opa, aqui é que eu vou encontrar alguém, finalmente" confesso que me apaixonei por esse cara, sem nem saber quem ele era. É como se o meu coração fosse uma arma, procurando por um alvo, procurando, procurando, escolhendo e atirando. Não tem que ser assim. Se eu tiver que me apaixonar, não posso sair escolhendo dessa maneira. Teve também um outro caso, em que eu me apaixonei por um menino da escola só porque ele me pediu emprestado um pedaço de vassoura (ele era do grupo de teatro. É uma longa história, mas acho que ele era homossexual.) Só teve uma pessoa, um menino cujo nome eu prefiro não dizer, lógico, por motivos de apego pessoal, que talvez tenha se aproximado de um amor real, mas também não foi. Sei que gostei dele por cerca de um ano, e até hoje ainda o vejo de vez em quando, de longe. Também acho isso interessante, tem pessoas de quem eu gostei muito e que nunca mais vi (as duas me traumatizaram bastante) mas esse menino, eu sei onde encontrar, eu sei onde ele mora, e o vejo mais ou menos de um em um ano, ou em menos tempo, porque eu simplesmente acabo achando ele por aí, por acaso. É muito interessante. Mas não nos falamos, em nenhuma dessas ocasiões.

Nem eu mesma sabia quem eu era, quando estava apaixonada. Hoje eu sei quem eu sou, e aprendi muitas coisas a respeito do amor. Voltei a acreditar nele, mas num amor diferente do que eu acreditava antes. Amor é uma coisa única, uma coisa cuja banalização deveria ser um crime, é uma coisa que acontece uma vez na vida entre duas pessoas, uma vez, uma vez e nunca mais. E tenho me divertido bastante pensando nessas coisas todas. Só sei que nunca aconteceu comigo, mas isso não é motivo para me reservar ou chorar as pitangas loucamente, esperando desesperadamente.

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