quinta-feira, 1 de julho de 2010

não tem graça nenhuma

Viu só. Hoje eu estou muito triste. Meus olhos estão inchados. Por uma coisa besta que não é bem uma coisa besta. Eu sei lá. Não sei bem no que acreditar, sei que não estou feliz. Não me importo com ninguém. As pessoas que eu amo, que eu gosto, também são aquelas a quem eu odeio. Na aula de desenho, eu esqueço de tudo, sombreio, lápis 6B, HB, lencinho. Lencinho que eu posso usar também para secar lágrimas. Estou cansada de secar lágrimas. Nossa, o que acontece comigo? Eu sou diferente das outras? Não sei ser só simplesmente amante das horas vagas? Nossa, nossa. Eu queria tanto que o "cara certo" aparecesse, que nem sei mas quem eu sou. Tenho esperado por esse cara certo. Queria que ele aparecesse e andasse de mãos dadas comigo, e me beijasse durante um abraço, me segurasse pela cintura, saísse comigo, fosse a um museu comigo, tomasse sorvete comigo, me desse alguma coisa de presente, me amasse. Nenhum homem jamais me amou. Cadê todas essas coisas? Ainda falta alguma coisa, é óbvio que falta. E até lá eu vou continuar me derretendo em lágrimas e mentindo, fingindo, quando deveria estar falando a verdade, quando deveria estar sendo o que eu sou, ou dizendo o que eu penso. Sou patética. Mas não posso mais viver com isso. Sou ciumenta e sou terrivelmente complicada. Nem sei quem é que pode me aguentar, nem sei onde ele está. Mas não está aqui. Eu não conheço esse cara. É um filho da puta, eu te digo, é um filho da puta.

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