terça-feira, 12 de outubro de 2010

é muito, muito, muito mais simples

Não há comparação que descreva.
Beijar sem sentir é um quase não-beijo.
Tocar sem sentir é a mesma coisa que esbarrar em alguém.

Lembra quando eu te disse, naquele dia, naquela noite,
com os neons da Augusta,
que eu pensava que beijo tinha a ver com sentimentos,
e que tinha acabado de descobrir que não tinha?

Lembra quando eu disse que não ia me apaixonar por você porque seria perigoso?
Lembra quantas coisas a gente deixou de fazer porque eram perigosas?
Quantas músicas eu deixei de ouvir porque falavam de amor?

Nós só nos esbarramos, como dois estranhos numa esquina.
Eu não te beijei, eu não te toquei, eu não te senti, eu falei com você e não falei coisa nenhuma.
Porque não sabia o que é um beijo de verdade, o que é tocar sentindo, o que é falar e não ter medo, o que é amar e ser livre, o que é querer de verdade.
E não tinha como saber.
Nem felicidade, meu deus, nem felicidade eu sabia o que era.

Não há comparação que descreva.

Todos os clichês são verdade.
Toda a felicidade do mundo é possível.
E agora eu só consigo ouvir músicas de amor.

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