domingo, 3 de outubro de 2010

a falta que a terapia não faz, e é estranho

Então. Vou discursar aqui hoje sobre algo que tem me surpreendido: eu não faço mais terapia, e não tenho sentido falta.
Eu pensei que realmente fosse, logo depois ou pouco tempo depois de parar, me pegar pensando "ah, com isso a Silmara poderia me ajudar muito" ou "ah, como eu queria estar na terapia agora" mas não. Só lembrei da terapia em alguns momentos pra pensar "se eu contasse isso, até já sei qual seria a resposta da Silmara." Pois então.
Eu acho que preciso de ajuda só com uma coisa, mas não acho que a Silmara ajudaria, em alguns momentos ela só piorou. Sou muito ciumenta. Tenho uma mente doentia quando o assunto é olha, essa pessoa vai me deixar. Tento o melhor que posso não pensar besteiras, ser racional, mas é como uma onda que vem por baixo de mim. I'm mental. Com algumas coisas, sim. Adoraria parar com isso, sério, adoraria que alguém me ajudasse com isso, porque sentir ciúmes, como eu já disse aqui nesse blog inclusive (eu acho), não faz sentido. Odeio sentir uma coisa que não faz sentido. Você só sente ciúmes, só pode sentir ciúmes, do que é seu. Não é que eu não entenda meus ciúmes, sim, eu entendo meu medo de ser deixada, entendo porque quando tinha sete anos uma pessoa muito importante me deixou. Pior que seu pai morrer é seu pai ir embora sem praticamente deixar rastro, e treze anos depois nem ligar para te desejar um feliz vigésimo aniversário. É pior justamente por isso, ele ainda existe.
Mas com isso acho que a terapia não me ajudaria. A terapia era só pensar, pensar, pensar, refletir sobre isso e aquilo. Como eu disse quando quis parar, não quero mais pensar, quero só agir. Sei lá se isso é bom, ou correto aos olhos das pessoas, mas nunca me permiti agir sem pensar como ultimamente. Adoro essa liberdade, porque, sim, pra mim, isso é liberdade.
Então, saí da terapia, consegui um emprego novo, finalmente saí do telemarketing, SIM, finalmente minha vida vai pra frente.
E tudo isso sem terapia.
Só espero que eu continue assim. E quanto aos ciúmes, faço o melhor pra me controlar. A única responsável pelo meu sofrimento sou eu, assim como todas as outras pessoas. O único responsável pelo seu sofrimento é você, meu filho.

Resumo de tudo isso? Estou feliz hoje, muito.

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