quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ela realmente quer você

Tentando, tentando, tentando, tentando, tentando, tentando. Se você repetir a mesma palavra várias vezes, ela perde o sentido. Qualquer palavra.

Por que tanto medo? Se ninguém é de ninguém. Medo de que alguém tire algo de você? Só existe um jeito de roubarem seu coração.

De que adianta viver quando se perde a vontade? De onde vem toda essa dor? O que a gente faz quando sente tanta saudade de uma coisa, mas não quer voltar para ela?

O que eu faço? O que eu faço? Desperdício. Eu não sei mais o que eu faço. Eu me perdi no caminho, quando fiz aquele desvio lá atrás. Minha trilha não é mais de terra. As placas sumiram, se é que alguma dia estiveram lá. Meu cabelo estragado, tudo encharcado. O que eu faço?

É um campo de batalha. Eu sou o inimigo. Não existem inimigos na guerra, só interesses, interesses diferentes. Isso não é guerra, mas parece guerra para mim. Não é guerra, eu sei que eu não preciso fazer disso uma guerra, mas eu não tenho mais esperanças. E a verdade é que eu nunca consigo fazer guerra. Não sei lutar. Sempre desisto no meio do caminho. Sou fraca, sou uma imprestável, inútil, estou cansada e com sono, cheia de lama, tentei lutar, desisti e perdi todas as vezes. Todas as vezes.

Agora eu estou andando sozinha. Eu sempre estou andando sozinha. Desde quando começaram a me cobrar isso? Ou será que sou eu mesma quem faço as cobranças? Eu sinto um peso enorme nas minhas costas, é um monstro, um monstro grande que finca as garras nas minhas costas, e sussurra no meu ouvido "Você fez alguma coisa errada. Mas não sou eu quem vai te contar o que foi exatamente que você fez"

Não sei mais o que fazer. Vou fazer o que eu sempre fiz: continuar andando. Chorar, só se for escondido.

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