tenho saudades da paulista,
dos carros poucos, logo de manhã
dos crimes da augusta,
do azul-escuro do meu ônibus,
de sair de madrugada,
de atravessar a rua,
olhar pro alto, bem pro alto, que prédio alto
tenho saudades daqueles dias,
daquele dia, naquela música triste que até hoje me faz chorar se eu não tomar cuidado
esquina da bela cintra, árvore na ponta, passagem estreita
eu paro e deixo passar na minha frente aquela multidão de três pessoas
uma delas, você
ainda lembro do seu rosto na penumbra, de manhã,
na esquina da bela cintra
tenho saudades de você e de mim naqueles dias
quando eu entendi tudo já era tarde
e eu sabia que não teria coragem, e nem pretendia
o problema foi que você também não teve
mais tarde ela veio, a garota de lakeville
ela me contou, e eu soube
te desprezei até o último dia, que foi hoje
sábado, 24 de janeiro de 2009
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