- Boa viagem.
- Obrigada.
- Já arrumou as malas?
- Praticamente.
- Pra onde, mesmo?
- Praia. Praia. Já falei.
- Ah tá. Você tá levando a máquina?
- É lógico.
- Ah.
- Que cara é essa?
- Você me conhece.
- Você queria ir junto, certo.
- Não é bem isso.
- É, sim, eu te conheço.
- Mas mesmo que eu queira, eu não vou. Não é assim que funciona?
- Você se esquece de que a gente não tem mais nada...
- Eu sei.
- Então pronto. Tô indo...
- Espera.
- Quê?
- Leva as chaves.
- Ah tá. Obrigada, eu tava esquecendo.
- Vou sentir saudades.
- Vou admitir que eu também.
- ...
- Não fala nada.
- Eu te conheço.
- É o suficiente. Se você disser aquilo, é bem capaz que eu fique.
- Quando você voltar, tudo vai ter acabado, mesmo, né?
- Vai, sim. A verdade é que é por isso que eu tô indo.
- Entendi.
- Eu tô me sentindo péssima.
- Por quê?
- Ah, dane-se. Eu tô indo. Tchau.
- Tchau.
e saiu pela porta.
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