sábado, 12 de junho de 2010

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O frio tem trazido de volta dores que eu pensei que não estivessem mais comigo. Dores físicas nas mãos, dores emocionais, dores de passado de escola, de vento em dia ensolarado, de cartas de amor platônico, de cores escuras. E eu não deveria reclamar, meus dias têm sido bons, meus dias têm sido felizes, mas não é isso. Não sei se meus dias têm sido felizes. Hoje foi um dia feliz, mas tudo parece frustrante quando eu chego em casa. Ou não?

Eu não sei qual é o meu tipo sanguíneo. E parece que estou sempre com sono. Se sou forçada a acordar cedo, me arrumo, deito no sofá, cochilo e só depois saio. Perco a hora, procuro por lugares que ninguém sabe dizer onde ficam, tomo um ônibus, e garoa. Leio um livro, trinta páginas, depois mais dez, onde estou? Mãe, onde eu estou? Quero só ficar aqui em casa. Preciso de uma cirurgia. Vou conseguir uma cirurgia, will it cure my blushes, will it bring out my best?

E é tarde, não posso ficar acordada até tarde, estou com muito sono, estou com muito sono e muita dor nas mãos e muita dor nas entranhas e muita dor nos olhos e muitas lágrimas nos olhos e muita sujeira debaixo das unhas e muitas expectativas e muitas e muitas e muitas e muitas mais semanas de vida já nas minhas costas, já se agarrando na minha pele, gritando que eu estou viva, estou viva, estou viva, por mais que tenha dor, que tenha lágrimas, estou viva, estou viva

e não vou fugir mais.

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