quinta-feira, 17 de junho de 2010

você nunca me viu triste, acredite em mim

de todos os dias, não há dias mais felizes.
não há dias mais cheios, dias mais lotados.
pronto, desisti, tirei meu corpo fora, e a história saiu.

vida, o que é isso?
o que está acontecendo com você, que sempre foi sólida, pesada, triste, e vazia, que sempre seguiu viva, apesar de morta?

lembra daquela época, quando você estava lá, sozinha, com aquela sua classe que você odiava, com aquelas pessoas que você detestava, com aquele corrimão azul e aquele sol gostoso batendo no seu rosto?

lembra que naquela época você se considerava feliz?
o que é isso, então? um passo além da felicidade? aquilo não era felicidade, não.
isto, agora, é.

não entendo a minha felicidade, pode ser?
não entendo o que acontece, ultimamente, pode ser?
quero chorar agora, pode ser?

porque ontem desejei que o ônibus viesse, e ele VEIO.
porque ontem não quis mais que as coisas acontecessem, e deixei nas mãos das outras pessoas, e as coisas ACONTECERAM.

coisas simples, coisas assim e assim, que me fazem pensar que tem alguma coisa diferente no ar.
estou livre.
estou livre.
finalmente.

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