como eu já postei aqui há um ano, quando estou feliz, não me vem inspiração que preste. postei essa coisa cheesy aí embaixo e me arrependi depois.
Não consigo ser doce, não consigo criar afeto. Não me incomoda, mas não me convem ser doce. O doce de ser doce é ser vista como doce, doce como cores calmas e suaves, doce como cor de rosa doce. Mas eu mesma não gosto da sensação de ser doce. Nunca gostei de ser assim, nunca gostei de ser vista como bonita, nunca me senti confortável com os elogios de parentes. Talvez eu nunca tenha gostado de mim mesma, ou talvez não queira que essas pessoas tão próximas me vejam como o que eu não consigo ver. Timidez é doce? As pessoas gostam disso, acham bonitinha a minha timidez. Mas isso só me trouxe problemas, sabe disso? E você, que não tem timidez, que não tem freios na língua, que não precisa beber pra soltar palavras naturais, palavras soltas, como você? Ninguém nunca vai saber como é ser eu, só eu. E se começo a dizer que gosto de mim, já não gosto do que digo, me confundo em mim e na minha felicidade, que parece tão alheia a mim. Estive pensando que sou feliz de novo, e se sou feliz de novo, logo parece que alguma coisa está errada. Essa minha porcaria de busca pela perfeição me persegue por todos os lados, por todos os meios, saindo por uma porta, entrando pela outra, sede de perfeição escorrendo pelos craqueados do piso no chão, pelos dutos de respiração, pelas minhas lágrimas. Não quero ser assim, mas não sei o que eu quero. Ser doce não está incluído nessa perfeição. Ser uma esposa ou mãe, encontrar alguém para casar também não está incluído nessa perfeição. Ou então está, e eu estou negando isso. Não quero voltar a discutir esse assunto comigo mesma. Talvez exista alguma punição para a felicidade. Não dizem que depois da bonança vem a tempestade? Eu sempre fico ou esperando pela bonança, ou pela tempestade.
Nunca consigo ver onde estou, nunca, nunca, nunca. Se na bonança ou na tempestade. Estou só aqui. Só aqui. Poderia escrever até morrer, até sangrar, escrever é tudo o que eu sinto nesse momento. Poderia ficar vazia de palavras, encher o saco de quem ler isto aqui, de tão comprido e chato e cheio de sentimentos inúteis despejados por alguém que não sabe o que quer ou o que sente e se perde no meio do que sente e do que acha que deveria sentir.
Quero só sentir, meu deus do céu, quero SÓ sentir.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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