quarta-feira, 9 de junho de 2010

vamos tentar não falar sério, agora?

Primeiro vem o amor, depois vem o namoro, depois o casamento, depois os filhos, depois a velhice e por fim a morte.
Não, não é nada disso. Hoje em dia as pessoas não são livres pra amar. Por que será que sempre se espera que alguém, em algum ponto da vida, se case e tenha filhos? Nada disso é possível. A maioria das pessoas simplesmente em algum ponto deixa escapar a única pessoa que realmente ama, para anos depois encontrar alguma outra pessoa e se casar com ela. O que é isso, método de substituição? E quem decide deixar escapar o tal amor da sua vida e ficar sozinho para sempre? E quem nunca encontra o tal amor da sua vida, nem nada? E quanto àquelas pessoas que um dia simplesmente se dão conta de que nunca se apaixonaram de verdade, só reuniram um monte de sentimentos e jogaram na cara de alguém pra depois ficar reclamando que "eu estraguei tudo?" Já coloquei isso em pratos limpos comigo mesma. Não vou me casar, não vou ter filhos, não vou ser como as outras pessoas da minha família, que tem uma profissão, um casamento e filhos. Quero ser uma ridícula anormal, quero me formar e me dedicar a pesquisas, sair viajando pelo mundo e esquecer da minha família e da sociedade. Não é que eu não ame a minha família, amo sim e muito, simplesmente não quero fazer parte dos padrões dela. Quero ser uma louca inconsequente, quero encontrar a minha Pasárgada, lá sou amiga do rei.
Estou cansada de me exigir casamento, estou cansada das outras pessoas me exigirem amor. Não sei porque fico pensando sobre isso, mas eu sou testemunha de casamentos podres, casamentos forçados, pessoas que acham que se casaram com o amor de suas vidas, que exigem fidelidade e são fieis, e de repente BAM! descobrem que foram traídas. O que é isso, meu deus, o que acontece nesse mundo? Como você pode exigir a porra da fidelidade de alguém, se ninguém é de ninguém e todo mundo nasce livre, nasce ser humano, animal? O pior de tudo é que eu sou a coisinha mais hipócrita que existe. Falo tudo isso, banco a "ah, se um dia eu for traída, e daí? é da natureza humana trair, todo mundo trai" mas eu não acho que trairia. Não sei mesmo o que é essa coisa de amor. Talvez daqui a uns 50 anos eu entenda. Mas por enquanto não, por enquanto prefiro nem entender.

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